Palhoça

CRAS Barra do Aririú reúne famílias advertidas no Bolsa Família

Elas receberam advertências em razão da baixa frequência escolar de crianças e adolescentes

A Prefeitura de Palhoça, por meio da Secretaria de Assistência Social, realiza, a cada dois meses, oficinas com pais e mães em situação de descumprimento das condicionalidades do Programa Bolsa Família. A atividade, desenvolvida no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Barra do Aririú, reúne famílias cadastradas no Cadastro Único que receberam advertências em razão da baixa frequência escolar de crianças e adolescentes.

O objetivo dos encontros é ampliar o atendimento tradicional, oferecendo não apenas informações sobre as condicionalidades do programa, mas também um espaço de reflexão sobre educação, saúde e projetos de vida das novas gerações.

As oficinas, elaboradas inicialmente pelas psicólogas Giulia Truppel Antunes e Maria Eduarda Ramos, são organizadas em dois momentos: na primeira parte, as assistentes sociais Mirian Fonseca e Camila Gisele Oliveira repassam orientações sobre as regras e encaminhamentos do Bolsa Família; em seguida, uma roda de conversa mediada pelas psicólogas Giulia Truppel Antunes, Gabriella Girardi Hall e Maria Eduarda Ramos promove o diálogo sobre os sonhos e expectativas que pais e responsáveis projetam para seus filhos, refletindo sobre as potencialidades e desafios para a realização desses sonhos.

Para a psicóloga Giulia Truppel Antunes, a iniciativa amplia o sentido das condicionalidades. “Nosso propósito é mostrar que as condicionalidades não devem ser vistas como punição, mas como oportunidade de reflexão coletiva. Ao ouvir os sonhos que pais e mães têm para seus filhos, reforçamos que a educação e o cuidado com a saúde das crianças são caminhos para romper ciclos de vulnerabilidade e construir novas perspectivas de vida”, afirma.

Relatos emocionantes marcam cada edição da atividade, evidenciando o desejo das famílias de oferecer oportunidades diferentes das que vivenciaram, com destaque para a valorização da educação e a preocupação em interromper o ciclo intergeracional da pobreza.

A gerente do CRAS Barra, Noara Claudinni da Silva, ressalta a relevância institucional da oficina: “Essa é uma ação estratégica da Assistência Social, pois alia orientação técnica ao acolhimento, fortalecendo vínculos e estimulando a participação das famílias no desenvolvimento integral de seus filhos.”

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